Captação de Clientes por Indicação

Na advocacia qual é o lucro que o networking traz efetivamente? Eis uma reflexão.

Confiança é o pilar estrutural da relação advogado-cliente. Antes mesmo da contratação efetiva, o cliente identifica logo nos primeiros segundos, a partir da famosa primeira impressão, alguns valores e faz seu julgamento. Até mesmo um contato por telefone é capaz de transmitir confiança e segurança, pois através da firmeza da voz e na consistência da fala, o cliente pode senti-las. É isso mesmo: a primeira impressão leva a um julgamento imediato de valores, ainda que de forma precária, e pode definir destinos.

Um cliente quando aborda o advogado pretende entregar um precioso bem aos seus cuidados, ao seu comprometimento íntegro, intenso, razão que justifica tanto cuidado (ou desconfiança em alguns) na escolha do profissional para atuar como depositário fiel de sua causa, de seu empreendimento etc. Confiança, portanto, há de ser conquistada.

Contudo, tal exigência poderá ser previamente cumprida antes mesmo do primeiro contato com o advogado através do nosso mais popular meio de captação de clientes chamado INDICAÇÃO.

A indicação tem um grande peso na tomada de decisão do potencial cliente. Quando este diz ao advogado que ele foi indicado por fulano significa que ele foi ELEITO. Esta é a interpretação que deve ser feita.

post3

Indicação: referência positiva a partir da avaliação de alguém (cliente ou não) com base no relacionamento vivido com o advogado. Independe de ganhar causas judiciais ou não, contratação ou não.
Eleição: escolha dentre várias opções que poderá efetivar-se em contratação.
Relacionamento (interpessoal): atendimento personalizado ao novo cliente baseado em habilidades de comunicação e boa convivência. Independe de efetiva contratação de prestação dos serviços jurídicos. Há definição da imagem profissional perante o cliente. Leva a futuras indicações.

 

E quem é a pessoa que indica? Um cliente que também chegara antes por indicação? Um conhecido?

Quem indica importa, claro, mas quantas pessoas indicam o advogado é que realmente soma nesta conta. A indicação representa o passado do advogado, sua boa reputação, e deve nortear a estratégia para o futuro; uma que inclua melhorar e ampliar sua rede de contatos para que esta forma tradicional de captação de clientes não se esgote.

E eleição nos leva a outra reflexão: sobre a obstinada concorrência no mercado.

A leitura que se faz quando um advogado é o ELEITO é que ele foi escolhido dentre as várias opções. Já parou pra pensar nisso? Quantos advogados em sua região, sua cidade, em sua área de atuação, há? Dezenas, centenas… E você foi escolhido! Por quê? Certamente porque você fez ou tem feito um bom trabalho, construiu uma boa reputação, manteve bons relacionamentos interpessoais.

 

Pensando assim, então é possível concluir que as indicações dependem do relacionamento que mantemos com as pessoas?

A confiança é gerada quando damos importância a algo ou a alguém, quando criamos empatia, quando ouvimos atentamente e demonstramos solidariedade ou interesse, demonstrando ética, firmeza, quando aceitamos ou recusamos algo, a ponto de fazer o interlocutor depositar sua esperança em nós.

Oportunamente, lembro a proposição do professor e filósofo Mario Sergio Cortella em seu livro Qual É A Tua Obra? sobre integridade para refletir sobre ser uma pessoa no trabalho e outra em casa. Nessa linha, a conduta influi para a boa captação de clientes por indicação. Fica a dica do livro e vale a pena conferir o capítulo Uma Pessoa Inteira. 

Os relacionamentos interpessoais precisam ser sinceros. Não aquela sinceridade ingênua, pois há de ser mantido comportamento adequado em cada ambiente, em cada momento, claro. Mas é possível ser íntegro, mesmo quando não se concorda com a conduta do cliente.

 

Indicações geram lucro para o advogado ou para o escritório?

post4

Para responder a pergunta, compartilho uma experiência que vivi há uns três meses, aproximadamente.

Em um encontro de mulheres empreendedoras entrei num bate papo com uma mulher que eu não conhecia antes; este tipo de conversa que a gente começa com alguém totalmente desconhecido e pouco tempo já são amigos. Durante a conversa ela confidenciou uma situação mal sucedida que aconteceu no ambiente corporativo envolvendo colegas e alguns subordinados e os temas injúria, difamação e responsabilidade civil acabaram fazendo parte do assunto. Fui sincera com ela ao apontar decisões precipitadas na condução do caso e que consequências jurídicas graves poderiam ter ocorrido. O problema era recorrente e ofereci uma palestra para sua turma de gestores a fim de instrui-los. Duas semanas mais tarde, fui convidada por ela e seu superior a palestrar para os funcionários com cargo de gerência sobre convivência no ambiente de trabalho e consequências jurídicas decorrentes da má gestão dos conflitos, enfim, algo que envolvia o problema que ela e outros gestores viviam diariamente. No final, acabei sendo contratada para prestar consultoria e assessoria jurídica para a empresa. E tudo começou com um bate papo desinteressado e sincero.

As ações de networking constituem uma ação de marketing jurídico valiosa. A quantidade de pessoas com que se faz contatos importa muito para ampliar a rede e ao longo do tempo, desenvolvendo melhor as habilidades de boa convivência e comunicação, é possível avaliar o conteúdo das relações estabelecidas, ou seja, o advogado irá aprimorar sua lista de networking conferindo qualidade a ela, pois não se trata apenas de logo no primeiro contato dizer “se precisar de qualquer coisa, me liga” e já ir estendendo o cartão de visitas, ou convidar para amizade nas redes sociais. Alguns contatos vão exigir mais do que isso, mais encontros talvez. O importante é solidificar os contatos, pois deles é que virão as muitas indicações.

Sucesso aos doutores!

Leia Mais

Dr. Google não cobra consulta: concorrente na advocacia?

post2

“Drª, não precisa mais não (da consulta agendada)! Já tô vendo aqui no Google (a resposta).”

Um certo cliente ao telefone (juro!)

 

Tenho 37 anos, advogo há treze e ainda somo à minha experiência mais três anos de estágio. Durante estes respeitáveis 16 anos, tenho colecionado algumas pérolas vindas de clientes e de outros potenciais.

Recentemente, um cliente daqui de São Paulo, residente em outro Estado, me ligou pedindo um auxílio a respeito de uma causa dele com contratação de advogada local: ele foi intimado a comparecer em uma audiência conciliatória aqui em SP e como não teria “sentido firmeza” na orientação de sua advogada, “bateu uma dúvida” e me ligou para eu esclarecer. Detalhe: ele veio com um longo questionário e eu deveria, em tese, não apenas prestar uma simples informação, mas uma consultoria completa e vasta. Ora vejam, então a advogada contratada no outro Estado recebe os honorários, mas quem trabalha sou eu…sem receber?

Esta pérola já bastaria, não? Agora, Doutores, concorrer com o Google?! Outra pérola…

Um certo cliente ligou, adiantou o assunto, conversamos brevemente, a consulta foi agendada e, de repente, “Drª, não precisa mais não (da consulta agendada)! Já tô vendo aqui no Google (a resposta).”

Quanto ao caso do cliente que quis se beneficiar da minha consultoria sem pagar por ela consegui sair da saia justa com elegância e ninguém saiu ferido, digo, prejudicado. Até porque pela questão ético-profissional não poderia, por preço nenhum, atendê-lo nas condições que ele pretendia.

Mas concorrer com o Google? Sério! Eu que sempre encontro uma saída diplomática e assertiva para as saias justas, confesso que ainda estou pendurada ao telefone em estado de choque (só que o cliente já desligou).

Moral da história, segundo a minha versão dela: ninguém trabalha sozinho. Explico.

 

Pra tudo, eis o Google! Será?

Clichê: vivemos na era da informação. É informação por todos os poros, a mente leva um tempão pra relaxar antes de dormir. A gente fica até tonto com tanta notícia, oferta imperdível de tudo; esperam que estejamos por dentro de tudo o que acontece no Direito, na política, economia, tecnologia e inovação, saber diferenciar curdos, xiitas e sunitas, e ainda opinar sobre todos os assuntos sendo coerentes, simpáticos e politicamente corretos ao mesmo tempo.

E vamos combinar que não é lá tarefa difícil, pois basta pesquisar no Google e você saberá imediatamente quem foi Luiz Gonzaga Pinto da Gama, do que trata o Projeto de Lei 166/2015 e até se é necessário ter advogado na audiência de conciliação na Justiça ou se você pode cancelar a compra feita pela internet e ter o dinheiro pago de volta.

 

Informação x Conhecimento: 5 anos de dedicação ao estudo, no mínimo.

Usei como exemplo o cliente que consultou com o Dr. Google para ilustrar a diferença entre informação e conhecimento. O que as pessoas ainda não se deram conta é que ter informação só, às vezes não basta. É preciso ter conhecimento.

Descobrir se a pessoa pode reaver o dinheiro pago em produto adquirido pela internet em caso de cancelamento da compra em 7 dias é uma coisa. Mas quem conhece o Direito é o advogado: o artigo de lei que regula o direito de arrependimento; quando deve ser exercido este direito; prazos; marketing agressivo; comércio eletrônico; direitos anexos; grau de vulnerabilidade; resolução do contrato por vício de fornecimento; condições da compra; como tem sido o entendimento jurisprudencial; tipos de interpretação dos artigos de lei e seu escopo, enfim, cada um destes e de outros conceitos é conhecido pelo profissional do Direito, que sabe tecnicamente aplicá-los ao caso concreto e orientar a conduta do cliente e gerir o processo.

Portanto, o Google não substitui o conhecimento, o estudo, que requer tempo, dedicação, ler de novo e de novo até entender, conhecer todas as teses, atualização legislativa e jurisprudencial, conhecer o momento oportuno para não perder uma chance, escolher a dedo as palavras, revisar o texto para não escrever ‘mandato’ ao invés de ‘mandado’ (ou vice-versa), interpretar cada documento probatório, conhecer peculiaridades de cada área do Direito, conhecer a rotina do sistema, adivinhar o que pensa o juiz e mais: ser responsabilizado por erros cometidos em detrimento do interesse do cliente. Já pararam para pensar nisso?

Mas aí, você pode questionar: “mas disso eu, que sou advogado, já sei”. Não é bem assim. Muitos advogados ainda não possuem esta consciência e é preciso conhecer esta realidade para saber se comportar perante o cliente na hora de cobrar os honorários.

 

Cultura da cobrança por consulta jurídica: comece já!

Por se tratar de uma carreira técnica que requer expertise na área de atuação, o advogado se assemelha ao médico.

Quem confiaria num oncologista particular que em uma consulta não cobra por ela? As pessoas submeteriam um tratamento contra um câncer às informações do Google? Não, pois não há fundamento, técnica, profundidade na análise, além disso cada caso é um caso, guarda uma peculiaridade.

O mesmo deve ocorrer quando uma pessoa pretende esclarecer com clareza e transparência sua dúvida acerca de um suposto direito seu. Ela deve buscar um especialista no assunto para obter um pouco da técnica. Então, por que fazer isso sem cobrar?

Houve um tempo em que advogado não cobrava a consulta e mesmo assim era valorizado e respeitado em razão da honra em sua atuação. Só que hoje, com a oferta (de advogados no mercado) maior do que a demanda, a concorrência entre os advogados aumentou assustadoramente fazendo com que muitos advogados não cobrem, temendo o desvio de clientela a outro escritório que não cobra pela consulta.

Só que tudo isso não se trata de preço apenas, trata-se de valores tais (e já abordamos isto no blog Compondo os honorários #1 e Compondo os honorários #2) que nem todos os profissionais possuem e por isso mesmo é hora de destacar o seu valor e o seu diferencial.

Aqui deixo um comparativo. Na terça-feira última liguei para agendar uma consulta num reumatologista particular aqui em SP: R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais). Não pude me beneficiar do conhecimento deste profissional; vivo minha realidade. Também não dá pra sugerir que se cobre neste patamar, mas há que ser cobrado um preço justo pela consulta jurídica.

 

“Uma andorinha só não faz verão, mas pode acordar o bando todo.” (Binho, poeta paulista)

Mas eu disse há instantes que a moral da história (segundo a minha versão dela) é que ninguém trabalha sozinho. Por quê? Trata-se de uma das vertentes da campanha da valorização da profissão a luta contra o aviltamento dos honorários. Uma campanha em que todos devem se conscientizar do seu valor e iniciar uma nova era, criando a cultura de cobrança pela consulta até incutir no espírito das pessoas (leia-se, consumidores) como sendo algo tão natural quanto pagar pela consulta médica.

O Google não esclarece todas as dúvidas do cliente, não vai ser contratado pelo escritório para ir realizar uma diligência, não vai despachar com o desembargador, fazer defesa oral, ou seja, o advogado é essencial e especial por seu conhecimento técnico; não há razão para não se cobrar (e bem) por tudo. É certo que não será de um mês para outro, é uma medida de longo prazo, mas é uma mudança que certamente levará ao dia em que aquele que não cobrar honorários por consulta será visto com reservas e preterido àquele que cobra.

O profissional que não cobra adequadamente por seus serviços e pela hora da consulta, poderá até ‘perder’ clientes para outro que não cobre corretamente, mas como tudo tem um preço, a má gestão da carreira também trará consequências e os clientes que um dia foram contratar no ‘mais barato’ retornará perdedor ao seu escritório e neste dia, haverá de saber que a qualidade é lembrada por muito tempo depois que o preço é esquecido.

Conclusão: informação com conhecimento técnico é prestação de serviço. Se um cliente desejar receber orientação, ter algum conhecimento sobre seus direitos, conselho profissional etc., deve contratar um advogado, pois sem ele, não há Google que lute por seus interesses e o advogado que não cobra sofrerá as consequências de sua transigência inconveniente, afinal, a saúde financeira de um advogado ou de seu escritório depende dos honorários que recebe.

#TodosJuntosPelaCausa

Camila Lima,

Advogado de Valor

Leia Mais

Diplomados-MBA

QUIZ: Você já planejou seu crescimento na advocacia para 2016?

A partir de agora você terá a oportunidade de, caso ainda não tenha iniciado, começar a planejar o seu crescimento na advocacia para 2016, lançando mão de estratégias de negócio.

Seguem algumas perguntas para você responder e refletir sobre como tem sido sua atuação no mercado até o momento e a partir de então, tomar medidas assertivas em direção à prosperidade na carreira como advogado.

O quiz também serve para os estudantes que estão prestes a ingressar no mercado. Estamos aqui para ajudá-los! Vamos aprender um pouco mais?

A partir de todo o conteúdo que estamos disponibilizando no blog Advogado de Valor:

Marketing Pessoal

  1. Você está se preparando para desenvolver novas habilidades no campo do relacionamento com as pessoas (clientes, potenciais clientes, amigos, colegas de trabalho e de estudo)?

                                                  ⃝ SIM                           ⃝ NÃO

  1. Tem buscado aperfeiçoar seu perfil profissional, seja estudando por conta própria, matriculando-se em algum curso, lendo, frequentando palestras sobre diversos temas não jurídicos ou ainda participando algum evento beneficente?

                                                  ⃝ SIM                           ⃝ NÃO

  1. Já parou para pensar na qualidade das suas conversas com as pessoas, se as tem ouvido e observado com atenção?

                                                  ⃝ SIM                           ⃝ NÃO

Marketing Jurídico

  1. Já conhece técnicas de marketing jurídico? Tem buscado conhecimento, lendo ou estudando em cursos presenciais ou à distância?

                                                  ⃝ SIM                           ⃝ NÃO

  1. Você e/ou seu(s) sócio(s) já tem conhecimento das técnicas de marketing jurídico e já está implementando-as, ao invés de dizer que não tem tempo para aplicá-las ou precisa gastar muito dinheiro para isso?

                                                  ⃝ SIM                           ⃝ NÃO

  1. Tem frequentado palestras, cursos livres, workshops, cursos jurídicos, eventos sociais relevantes, como lançamento de livros etc. e trocado contatos com as pessoas com quem conversa?

                                                  ⃝ SIM                           ⃝ NÃO

Valorização Da Profissão

  1. Você acredita que quem deve valorizar o advogado é o próprio profissional e não o cliente, a empresa contratante ou o “mercado”?

                                                  ⃝ SIM                           ⃝ NÃO

  1. Tem praticado a cobrança de honorários relativos à consulta em seu escritório com vistas à valorização da categoria e do seu próprio tempo e dedicação?

                                                  ⃝ SIM                           ⃝ NÃO

  1. Já conhece a diferença entre preço e valor agregado?

                                                  ⃝ SIM                           ⃝ NÃO

Se respondeu SIM a todas as questões, você está no caminho certo para a prosperidade e o sucesso. Continue estudando, lendo e participando do blog Advogado de Valor e tire suas dúvidas, compartilhe suas experiências para aumentar as chances de obter novas ideias e usá-las a seu favor.

Se respondeu NÃO a todas as questões ou a algumas delas, acredite, o mercado está ficando cada vez mais competitivo e é imperioso mudar, se adequar, buscar sua própria valorização e se destacar entre os muitos que ingressam no mercado crescentemente, ou todos os esforços de estudo não serão reconhecidos.

Já deu para perceber que o principal responsável pelas mudanças a ser implementadas na carreira ou no escritório é o próprio advogado?

Todas as estratégias de negócio irão certamente promover grandes e ótimas oportunidades de prosperidade, mas dependem da iniciativa e da dedicação do próprio profissional que busca atingir este objetivo.

Então, prepare-se para prosperar na advocacia em 2016! Vamos juntos!

Camila Lima,

Advogado de Valor

Leia Mais

Imagem profissional: aparência e vestuário da advogada

advogada-style1
Foto: David Giesbrecht/CBS

Sobre imagem e aparência da advogada, vejam este episódio que relato abaixo.

Uma mulher ao meu lado no balcão do cartório judicial, certa vez, ao ser abordada pelo atendente, informou o número do processo do qual desejava extrair uma guia. O atendente rispidamente a indagou: “tem advogado?”. A mulher imediatamente expressou um ar de dúvida e desconforto e respondeu, então, que ela era a advogada. Observei e até eu fiquei sem graça…

Aquela mulher realmente parecia se tratar de uma das partes, com ares de fragilidade, confusão, hipossuficiência e desprotegida. Ela vestia um jeans visivelmente velho, uma camiseta branca só-que-não, bolsa e sapatilhas lindas e no cabelo…tiara, adorno de crochê em formato de flor, rabinho de cavalo e grampos por todos os lados. Na maquiagem, arrematou com blush ao estilo da personagem Rosicleia, fiel ao tudo-ao-mesmo-tempo-agora.

Observei mais um pouco e o valor da causa na capa dos autos apontava um numerário significativo. A partir daí, a imaginação corre solta em nossas mentes…

Bem… A boa imagem profissional está diretamente ligada à credibilidade e é formada a partir da interação de vários elementos: comportamentos, hábitos, conduta ética profissional, experiências e conhecimentos, gestual e entonação de voz, vocabulário rico e usado adequadamente etc. A credibilidade na nossa profissão é crucial para transmitir confiança ao cliente desde o primeiro instante, dando chances de ela ser consolidada ao longo do relacionamento profissional.

Quer Uma Bolsa Da Arezzo?

Entre comprar uma bolsa de couro legítimo da loja que só vende bolsas de marca tradicional e comprar uma de couro ecológico ou de tecido da marca Arezzo, se eu bem (nos) conheço, vamos preferir a bolsa Arezzo que, apesar de ser de material de menor durabilidade, é mais bonita, estilosa e moderna (e com sorte estará em promoção!).

Brincadeira à parte… Isso ocorre porque o gatilho para “compra de algum produto” é o mesmo que ocorre na mente de quem contrata um serviço, ou seja, todos os elementos loja, tais como cores, perfume característico, uniforme das vendedoras, disposição das bolsas e dos sapatos, iluminação, espelhos, contribuem para a personalidade da marca com o objetivo de criar uma afinidade com seu público alvo, convencendo-o de que tem o melhor produto (ou a melhor experiência) em relação à loja que vende excelentes bolsas de couro legítimo.

Sendo assim, nosso cliente apresentará uma tendência instintiva em escolher a profissional que se veste adequadamente, de acordo com o senso comum estabelecido para a categoria e aquela advogada que se veste escandalosamente ou simples demais, ou ainda de modo infantilizado, será preterida, ainda que muito competente.

Observem que não estou falando em vestir-se bem e com requinte o tempo todo, mas em vestir-se adequadamente.

Por Que Vestir-se Adequadamente Como Advogada?

A famosa frase “a primeira impressão é a que fica” refere-se a um estudo feito na área da psicologia que demonstra que em três segundos é possível se construir uma imagem a respeito de alguém e a principal responsável por esta primeira impressão é a visão, ou seja, o conjunto da imagem é o que causa o primeiro impacto, composto por aparência e vestuário.

A aparência vai entregar ao cliente elementos para ele avaliar, logo no primeiro instante, a questão da higiene e também a empatia através da expressão facial.

advogada-style2

Kimberley Motley, advogada de sucesso que também atua no Afeganistão.

Como Deve Ser A Aparência Da Advogada?

#Cabelos: presos ou soltos, lisos, crespos ou cacheados, devem estar limpos e bem cuidados. Advogadas bem vestidas, mas com o cabelo preso com lápis ou caneta, apresenta uma contradição. Prefira um simples rabo de cavalo no lugar. Algumas não se dão nem o trabalho de espalhar bem o talco branco que usam para tirar a oleosidade em dias que não “têm tempo” para lavar.

#Maquiagem: não é obrigatório o uso, certo? Pele limpa com depilação dos pelinhos do buço e da sobrancelha em dia bastam. Eu carrego lencinhos umedecidos para os dias mais quentes, já que eu, particularmente não gosto e não uso maquiagem. Não dá para encontrar com um cliente com a pele oleosa ou suando, né?

#Bolsas, Agendas E Capas De Celular: marcas e desenhos de Hello Kity, Monster High e gatinha Marie devem ser usadas até a faixa etária condizente com a adolescência. Advogadas usam bolsas de mulher adulta, seja de couro legítimo, tecido ou couro ecológico, preta, marrom ou colorida, o que importa é estar limpa e em bom estado de conservação. Sem rasgos ou chaveiros pendurados pelo lado de fora, o que denota desleixo, descuido e indiferença. O mesmo com relação às capas de celulares chamativas e decorativas que muitos advogados descansam em cima da mesa de audiência. Quanto às agendas, é condenável a advogada (e também o advogado) que tira uma agenda amassada da bolsa e ainda presa por um elástico quase arrebentando de tantos papéis guardados entre as folhas. Isso demonstra desorganização e preguiça.

#Sapatos: sapatilhas, salto baixo, médio ou alto (desde que saiba caminhar com elegância sem ficar se equilibrando em cima de um para não cair), o que importa é estar limpo, novo ou em bom estado de conservação. Sandálias em que os dedinhos ralam no assoalho ou ficam fora das tiras é feio (e matam de rir). Sapatos descascados ou muito gastos, tortos, com marcas de dobras não são condizentes com a imagem de uma advogada diligente. Um bom par pode custar R$ 40,00, e comento isso para demonstrar que, independentemente da região e da condição financeira de uma advogada, não precisa gastar muito para investir em sua imagem.

#Roupas: advogadas não usam camiseta para trabalhar e nem para ir a cursos, palestras etc., ou até mesmo para dar uma passadinha rápida no setor de protocolos; a menos que você saiba compor um bom look com uma camiseta (sem estampa de desenho animado) por baixo de um blazer, num casual day.

#Acessórios: excesso é condenável, é feio. Presilhas de cabelo, junto com tiara, grampos e rabo de cavalo tudo junto é algo difícil de ser olhar e levar a sério. Acreditem, por absurdo que seja, há muitas advogadas por aí indo despachar com o juiz ou indo a palestras e cursos com excesso de acessórios na cabeça.

#Postura (Física e Intelectual): bolsa pesada entortando um dos lados dos ombros demonstra cansaço, fracasso ou simplesmente “saco cheio”; tom de voz alto em ambiente silencioso como o fórum causa perturbação; chegar pedindo o número do processo sem antes cumprimentar o atendente é deselegante e convidativo para que seja tratada da mesma maneira; falar mal de outros colegas de profissão demonstra falta de ética. Mantenha sempre uma postura autêntica e assertiva.

Nossa profissão requer sobriedade e sensatez e para isso não precisamos nos preocupar em termos as roupas da última coleção como se fôssemos a um desfile de modas, nem termos as roupas mais caras e nem ficar trocando de bolsa o tempo todo. Por outro lado, também requer mais do que ter conhecimento técnico, ser uma profissional de valor, requer “parecer” ter sucesso, pois vivemos numa sociedade em que somos, sim, julgados pela aparência, num mundo profissional em que antes de nos mantermos no posto com nosso conteúdo, é primeiro antes conquistá-lo.

Quer participar do nosso QUIZ para saber como anda sua aparência profissional?

Dicas para preservar a aparência em um verão intenso?

Compor uma boa imagem profissional também é uma das ações de marketing que toda advogada precisa praticar.

Arrasem, doutoras!

Camila Lima,

Blog Advogado de Valor

Leia Mais

copo-meio-cheio-meio-vazio-590x332

Fazer mais com menos: como os escritórios em ascensão podem driblar a crise

“Fazer mais com menos” é o lema da empresária Luíza Helena Trajano do Maganize Luíza para enfrentar a crise. Então, vemos que o empresariado está se unindo contra a crise e buscando soluções alternativas.

Enquanto isso, advogados, colegas de profissão, estão preocupados e me perguntam: “vocês estão fazendo alguma mudança radical lá no escritório?”.

Se a mudança será radical, isso dependerá de cada gestão feita nos escritórios, mas certo é que mudança é a palavra de ordem. Ora! Somos advogados e empreendedores – pois gerimos um negócio que é nosso escritório – e como todo empreendedor, corremos os mesmos riscos. Mesmo assim, ainda podemos ver o copo meio cheio.

Diante do cenário atual de crise, temos as grandes bancas e os escritórios de médio porte, que já possuem know how para enfrentar o tema, e os pequenos escritórios, aqueles em ascensão, que ainda aprendem técnicas de boa gestão. Como nosso objetivo é oferecer conteúdo relevante em prol da valorização do advogado e da advocacia, compartilhamos nossas soluções para driblar a crise, fazendo mais com menos.

#1 Revisar contratos de honorários para evitar evasão. É imperioso ceder um pouquinho (e sem espernear) neste momento de crise na economia. Vale alterar data de pagamento, estender algum prazo, diminuir valores, mas sem prejudicar a própria estabilidade do escritório, ou revisar os serviços adequando ao novo quadro. A regra é demonstrar ao cliente que ele é importante, que o advogado prima pelo relacionamento, e não só a receita que ele traz para o escritório e que entende o momento de incerteza que todos estão vivendo.

#2 Ampliar áreas de atuação. Criar novos departamentos oferecendo serviços especializados em áreas que estarão em ascensão devido à crise econômica. Empresas de todo porte econômico estarão revisando suas contas assim como nós, advogados, faremos nossa parte também. Neste quadro, reclamações trabalhistas aumentarão, revisões de contrato vão requerer advogados especialistas e por aí vai. Se você não tiver condições de ampliar o quadro, agora é hora de considerar as parcerias, seja com outros colegas de profissão ou com outra banca de advogados.

#3 Manter a qualidade do serviço. Dá pra negociar os honorários, a forma de faturamento e a remanejar serviços, mas não dá pra relaxar na qualidade. Com a concorrência andando ao lado como sombra, talvez seja momento de não apenas manter a atendente como revisar a forma do atendimento aplicando as melhores práticas de atendimento personalizado. Pedir para ligar mais tarde? Nem sonhando… Anote o recado, adiante o assunto, se possível, retorne o quanto antes e já tendo conhecimento do motivo da ligação do cliente. Passar vários e-mails a cada lembrança de uma orientação nova é contraproducente. Sendo assim, escreva o e-mail e aguarde um pouco antes de enviar para ter certeza de que nada ficou esquecido.

#4 Manter ações de publicidade. Lembrem-se: quem aparece mais, é mais lembrado. Se vai comparecer a um evento importante, divulgue. Se escreveu um artigo, divulgue. Se uma área nova de atuação no escritório foi implementada, divulgue. Todas as ações positivas que levem informação e conteúdo relevantes ao público podem e devem, adequadamente, receber a devida publicidade. Cortar do orçamento as ações com marketing não é aconselhável. O que pode ser feito é diminuir a fatia do orçamento destinada à publicidade, com algum material de papelaria, mas dando sempre prioridade ao site e ao cartão de visita.

#5 Reduzir ou cortar despesas desnecessárias para enfrentar as despesas extraordinárias. Vale repensar valores dispensados na compra de material de papelaria, material que abastece a cozinha, escolher entre manter os próprios materiais de informática ou alugar (dependendo da escala e fluxo de trabalho dos equipamentos), reciclar o que puder, vender para lojas que compram materiais usados aqueles que estão encostados, participar de programas de incentivo de ações sustentáveis e, claro, otimizar uso da água e da energia.

#6 Utilizar recursos tecnológicos para resolver rapidamente uma dúvida do cliente ou para otimizar tarefas diárias do escritório. Esta é uma forma de gestão interna de processo que por ser mais organizada, otimiza o tempo e evita retrabalhos, como por exemplo, perder tempo em busca de um documento que está em arquivo errado, não encontrar dados de clientes em um sistema não centralizado etc. Uso de software jurídico, video conferência, automação de andamentos e publicações, enfim, existem serviços gratuitos fornecidos pela Ordem e outros com custo acessível aos pequenos escritórios. Tempo é dinheiro! Certo?

“Um dia a coisa vai melhorar…” não pertence mais ao quadro deste escritório!

Sucesso nos negócios!

Leia Mais

samsung-oscar

Procura-se Advogado Especialista. Você é um deles?

Quando a Camila Lima me convidou para escrever esse post para o Advogado de Valor lembrei-me de um fato que ocorreu em minha carreira na área de Marketing. Jovens criativos e empreendedores, depois de passarem um tempo trabalhando em agências renomadas do mercado, são mordidos pelo bichinho do “Eu não quero mais ter chefe!”. Acreditam que por terem trabalhado em grandes agências,  experiência e contatos não lhes faltam para abrir seu próprio negócio. O fato é que ao entrarem no mercado incorrem em um erro fatal: eles querem a mesma fatia do mercado que os “grandes” já possuem, ou seja, querem os clientes da agência onde trabalhavam. Na linguagem comum chamamos isso de “brigar com cachorro grande”.

Sejamos francos, simples e diretos. Não há como competir com “cachorro grande”!

Você deve estar se perguntando: O que fazer então? Desistir do sonho de empreender? Não, absolutamente.

A resposta é: especialize-se. Foque em uma área menor, específica e seja o melhor nela, seja especialista.

Uma analogia ao mundo da advocacia é fácil. Contratos de grandes empresas estão e estarão na mesa de grandes bancas, não há como competir. Por trás da contratação dessas bancas há interesses em comum, networking, informações privilegiadas ou não, as quais só tem acesso quem participa desse mercado. Esqueça esse tipo de competição. Foque na especialização. E que tal ser um especialista em um novo ramo do Direito?

Vamos exemplificar com alguns nichos de mercado onde a atuação da advocacia ainda é escassa, busca por um especialista e há muito potencial para crescimento.

Startups. Os jovens da geração Y e Z cresceram com a ideia de que ser bem sucedido é ter uma startup na área de tecnologia. Não há mais a premissa de sair da faculdade e arrumar um emprego, isso faz parte de gerações anteriores. O mundo é dos criativos e empreendedores. Empresas iniciantes seja na área de tecnologia ou não, são monitoradas constantemente por investidores institucionais e privados, os quais injetam uma boa quantia de capital inicialmente para colher frutos no futuro. Quem na advocacia está olhando para eles? São um público específico, com demanda peculiar que não está sendo atendida a contento no momento.

Moda e Economia Criativa. Há um movimento ainda incipiente ao redor do Fashion Law, mas nada que possa ser comparado ao potencial do setor. Um advogado especialista em economia criativa deve entender de toda a cadeia produtiva do setor, muitos contratos são realizados entre partes seja no âmbito nacional ou internacional. É uma área que demanda um estudo especializado e um certo “gosto” pelo tema. Pense comigo, se você fosse um estilista ou um designer renomado preferiria contratar um advogado que entende o que você faz, entende o processo e compreende os riscos da área, mesmo cobrando muito mais por isso, ou contraria um advogado generalista por um custo menor? Acho que eu sei a resposta.

Direito Digital. Diversos setores da sociedade, dentre eles o Governo, a iniciativa privada e a própria sociedade civil, se unem para debater a governança na internet com o fim de promover e regular as novas tecnologias e modelos de uso e acesso. Tempo de guarda mínima de logs de acesso, conexão e navegação são conceitos que o advogado que optar por atuar nesta área deve dominar; área esta que requer capacitação técnica tanto quanto as tradicionalmente conhecidas e por estarmos ainda no início dos debates, apesar do já consagrado Marco Civil, o mercado busca profissionais especialistas nesta área.

Mídia e Entretenimento. Multidisciplinar é a principal característica do profissional do Direito que optar por ser especialista nesta área, pois irá interagir com diversas áreas relativas a mídia e entretenimento. Agências de publicidade, emissoras de rádio e TV, gravadoras e editoras, enfim uma gama muito grande de áreas do entretenimento que requer um advogado ou uma equipe de advogados especialista, preparados para prestar assessoria jurídica e garantir o sucesso dos eventos e empreendimentos do setor. Já pensou em trabalhar na equipe de um evento grandioso como Oscar, Olimpíadas, grandes shows, entre outros? Pois saibam que não só os grandes eventos, mas os de pequeno ou médio porte como bailes, boates, bares, festas em geral, também devem contar com assessoria jurídica, na área do entretenimento, por exemplo.

Estes foram apenas alguns exemplos de áreas com demanda para serviços advocatícios. Outras áreas incipientes estão esperando pelos seus serviços. Separe um tempo, pesquise, procure por áreas onde os outros não estão enxergando as oportunidades. Mantenha o foco nestas áreas e seja uma autoridade para seus clientes.

Leia Mais

post-it

Advocacia é um Negócio?! Aprenda como tornar seu escritório sustentável

Calma! Este não é mais um artigo para você desenvolver aquele famoso plano de negócios que daqui 24 horas irá para uma gaveta e nunca mais sairá de lá. Ah, fala a verdade, quantas vezes você ficou frustado com cursos e livros que prometiam ensinar a formula mágica para um negócio de sucesso e no fim apenas te pediam para responder perguntas chatas e totalmente fora da realidade do mercado.

Um Modelo de Negócio sustentável, deve ser divertido de executar, deve estar no seu campo de visão TODO O DIA e deve ser baseado em premissas reais. Muitos já devem conhecer o Modelo Canvas de Negócios criado por Alex Osterwalder, aqui em terras tupiniquins chamado de “O Quadro” . Uma técnica simples e eficaz que fará com que você crie, estruture e siga seu modelo de negócios para que o mesmo se torne sustentável.

Esse Modelo de Negócios é uma das ferramentas mais utilizadas por empreendedores e empresas, seja para iniciar um negócio, seja para inovar em empresas já constituídas. Com menos tempo para criar e muito mais clareza, “O Quadro” nos dá a chance de verificar e corrigir, coloca em foco tudo que é mais importante e ajuda a descobrir elos que não teríamos percebido em um longo texto descritivo.

canvas-business-model

 

Juntos, esses elementos fornecem uma visão bastante coerente de um negócio. O Quadro (Canvas) é uma ferramenta para criação de Modelo de Negócios,  reúne nove blocos que compõem um negócio, agrupados em quatro questões que precisam ser respondidas:

  1. Vou fazer o que? Essa resposta será a sua Proposta de Valor.
  2. Para quem vou fazer? Aqui, estão incluídos três blocos: segmento de clientes; canais e relacionamento com clientes.
  3. Como vou fazer? Descubra quais são os recursos principais; as atividades e os parceiros principais.
  4. Quanto? Avalie quais e como serão obtidas as receitas e qual será a estrutura de custos para viabilizar o negócio.

O propósito é ajudar na organização das ideias, descobrir que cada bloco está relacionado aos demais e permitir que você ajuste o seu modelo quantas vezes for necessário, até conseguir perceber o negócio como um todo.

O Canvas é popular entre os empresários e os empreendedores para inovação do modelo empresarial, e pode ser usado para a Advocacia Sustentável. Fundamentalmente, oferece 4 diferenciais:

Pensamento Visual – Consiste em usar desenhos para representar ideias ou situações. O Quadro utiliza o pensamento visual, permitindo ver o modelo como um desenho e não como uma folha de texto. Ao olhar para um Quadro, é possível compreender rapidamente sobre que tipo de negócio se trata. O desenho nos permite comparar as relações entre os diversos blocos e descobrir se faz sentido fazer todas essas coisas, se elas se completam. O Modelo de Negócios descrito no Quadro nos dá muito mais clareza sobre a viabilidade ou não de uma ideia.

Visão Sistêmica – É a possibilidade de compreender o todo baseado em uma análise das partes e da interação entre elas. Ao olhar para o Quadro é fácil ver o negócio como um todo, ou seja, através dos nove blocos relacionados temos uma visão completa e sistêmica de como a estrutura funcionará,  considerando os quatro aspectos que envolve qualquer empresa: o que, quem, como e quanto.

Cocriação – Pela possibilidade de ser visual e permitir a visão sistêmica, torna-se muito mais simples que pessoas não envolvidas, diretamente, no negócio possam apoiar, ajudar, colaborar na construção e análise do modelo. Viabiliza que pessoas de diferentes hierarquias, conhecimentos e experiências possam influenciar e contribuir para que o negócio se torne mais inovador.

Simplicidade e aplicabilidade – O Modelo de Negócios é uma das ferramentas mais utilizadas por empreendedores e empresas, seja para iniciar um negócio, seja para inovar em empresas já constituídas. Com menos tempo para criar e muito mais clareza, o Quadro nos dá a chance de verificar e corrigir, coloca em foco tudo que é mais importante e ajuda a descobrir elos que não teríamos percebido em um longo texto descritivo.

O QUE PRECISO PARA COMEÇAR?

1. Imprima o quadro em uma folha tamanho A3 (Baixe o arquivo aqui). Caso prefira uma versão digital, utilize a versão do Sebrae clique aqui

2. Nunca escreva diretamente no Quadro. Prefira sempre o uso dos adesivos (Post-its) por diversas razões: pelo uso das cores, pela facilidade de escrever, desenhar, reescrever, trocar de lugar, agrupar, enfim, usar livremente sem precisar trocá-lo. Ou seja, compre adesivos coloridos.

POR ONDE COMEÇO?

Etapa 1- Proposta de Valor

Não há negócio sem “O QUE”. Nesta etapa, você descreverá, em poucas palavras, sua Proposta de Valor. Você deve refletir sobre qual serviço está oferecendo, o ponto de vista das necessidades dos clientes e o ganho dos clientes com o que você pretende oferecer. Necessidade é algo que os clientes precisam, sentem falta, não encontram por perto. Faz parte de demandas não atendidas. Ganho é algo mais, alguma coisa que melhorará qualquer aspecto da vida, ou seja, surpreender, criar novas possibilidades. Depois, você terá de relacionar sua Proposta de Valor com os outros blocos do Quadro. Talvez, quando você fizer isso, descubra que ela precise ser modificada. Tudo bem! Elaborar um Modelo de Negócios é um processo de construção e aprendizado. Vá em frente! Lembre-se de usar os adesivos autocolantes (Post-its) para anotar e colar no Quadro.

Exemplo: Consultoria jurídica preventiva que trabalhará integrada à equipe de gestão da empresa, para conhecer a fundo processos, sistemas e metodologia do cliente.

Etapa 2- Segmento de Clientes

Já sabe “O QUE” vai fazer, é hora de encontrar seus clientes. Para quem você quer fazer? A quem é dirigida sua Proposta de Valor?Aqui, você definirá quem são os clientes que pretende atender. Segmentos de clientes= Eles tem um perfil específico? Como eles estão agrupados? Como estão localizados? Há uma necessidade comum?

Exemplo: Foco no nosso escritório será Startups na área de tecnologia.

Etapa 3 – Canais

Canais é a forma como o cliente encontrará serviços. Como o seu escritório se comunica e alcança seus clientes para entregar a Proposta de Valor.

Exemplo: Divulgação ética em mídias sociais, participação em eventos de empreendedorismo e rodada de negócios para startups.

Etapa 4- Relacionamento com o Cliente

Aqui, você definirá seu relacionamento com os clientes. Como fazer para conquistar e manter uma boa relação com os clientes, para ampliar o número de clientes e para que eles não troquem seu escritório por outro.

Exemplo: Envio de artigos semanais de interesse do cliente, contato telefônico semanal para esclarecimento de dúvidas e sugestões.

Etapa 5- Fontes de Receita

Uma vez que você sabe “O QUE” irá fazer e “QUEM” atenderá, está pronto para descobrir como e quanto ganhará. Todo negócio precisa gerar dinheiro, caso contrário não é um negócio, é uma fantasia. Você descobrirá que há várias formas de cobrar pelo seu serviço, mas deverá pensar bastante sobre quanto cobrar. O valor cobrado pelo seu serviço deve possuir uma relação muito forte com a sua Proposta de Valor. Aqui, você definirá como será a entrada do dinheiro. Receitas = quanto e como os clientes pagarão pelo que ofereço.

Exemplo: Pagamento pela consultoria será através de uma mensalidade. Serviços prestados de forma adicional serão cobrados à parte.

Etapa 6- Recursos Principais

Aqui, você definirá todos os recursos necessários para realizar sua proposta de valor.

Exemplo: Equipe de Atendimento, Equipamentos Tecnológicos, papelaria…

Etapa 7 – Atividades Principais

Aqui, você relacionará as ações necessárias para a realização da proposta de valor.

Exemplo: Contratação de pessoal na área de atendimento, T.I, Formatação de publicidade etc…

Etapa 8 – Parceirias Principais

Aqui, você identificará fornecedores e parceiros para apoiar a realização da sua proposta de valor. Parceiros= aliados para otimizar e reduzir riscos do negócio.

Exemplo: Advogados parceiros cuja especialidade possa agregar valor ao escritório. 

Etapa 9 – Estrutura de Custos

Aqui, você levantará o que vai gastar para a realização da proposta de valor. Estrutura de custos = todos os custos envolvidos para operação do negócio.

Exemplo: Faça um levantamento de custo baseado nas atividades principais e recursos necessários para colocar o plano em prática. Não se esqueça de adicionar os custos para manter o negócio funcionando.

Esse é uma visão geral do que o Modelo de Negócios Canvas pode fazer pelo seu escritório e por qualquer negócio em outras áreas de atuação. Agora, mãos à obra e comece a montar o seu modelo.

 

 

 

 

Leia Mais

Customer Concept

3 Técnicas eficazes na comunicação falada com o cliente

A contratação de um profissional está muito ligada à comunicação eficaz com o cliente contratante, eficácia esta ligada, por sua vez, à necessidade e ao desejo do cliente. Ouvir primeiro e depois falar com assertividade vão garantir esta comunicação eficaz e criar bons relacionamentos e, consequentemente, manter a base de clientes que constituirá material para compor um modelo de receitas sustentável para o escritório.

Estas 3 Técnicas Eficazes irão trazer mais confiança e assertividade na comunicação falada com o cliente.

1ª Use menos a palavra ‘não’. Especialistas na área de comunicação e imagem afirmam que é natural o ser humano desejar aquilo que não se quer. Isso mesmo! Desejar o que não se quer, ao invés do que ele quer. Dentro da comunicação falada, erramos ao utilizar palavras dentro de um contexto que não refletem aquilo que efetivamente queremos comunicar e isso pode se dar através do uso inadequado da palavra ‘não’. Isso porque tudo o que comunicamos por palavras faz gerar uma imagem mental no receptor da mensagem que irá gerar, por sua vez, uma ação.

Como fazer: para provocar o resultado desejado em relação à ação/atitude do cliente, construa adequadamente as frases, evitando o ‘não’, quando possível. Exemplos: se você disser ‘não se esqueça de enviar-me os documentos amanhã’ o receptor da sua mensagem irá reproduzir a imagem mentalmente dele se esquecendo de enviar os documentos. Então, prefira dizer ‘lembre-se de enviar-me os documentos amanhã’ e ela irá construir a imagem desejada e agir em conformidade.

Ao invés de dizer “você não vai se arrepender em investir em um bom advogado!”, prefira ‘você ficará muito satisfeito com a contratação de nossos serviços!’.

2ª Demonstre, mas não se explique em excesso. Um chefe que tive, o Soares, me repreendia quando eu tentava explicar alguma tarefa atrasada: “Camila, Camila! Cuidado com o terreno pantanoso das explicações!”. Lembro como se fosse ontem (rs). Às vezes, tentar explicar muito, cheio de rodeio, pode sugerir indecisão e com ela, vem a dúvida por parte do cliente.

Como fazer: Chega a ser desconcertante quando erramos e o cliente repara e até mesmo, corrige. Ora! Mas errar é natural, todo profissional comete falhas. Se o cliente perceber um erro, uma falha, seja na execução de um trabalho mais administrativo, burocrático, ou até mesmo uma falha na comunicação entre vocês, usar a estratégia de culpar o estagiário, o assistente ou a secretária não ajuda a recompor a imagem. Encare com naturalidade e encerre o assunto com uma frase simples e rápida como “vou avaliar com mais cuidado esta questão e adequar; voltamos a falar sobre isso mais tarde quando acertarmos o ponto”. Mude de assunto e vá para o próximo tópico da conversa, sem parecer que ignorou o problema que ele relatou ou que você não deu importância. Faça um comentário que demonstre atenção, mas sem exagerar pedindo mil desculpas ou atribuir a responsabilidade a terceiros. Esta é uma maneira também de ser um profissional proativo.

3ª Deixe o cliente confortável. Um bate papo que evolui para o tema central de forma espontânea faz uma ligação mais forte entre as partes, pois o cliente irá sentir que o advogado está realmente interessado nele ou no caso dele. Além disso, tomará conhecimento sobre alguns detalhes que compõem a personalidade do cliente, ainda que brevemente.

Como fazer: Comece sendo gentil, levantando da sua cadeira, apertando a mão no cumprimento, conduza-o a sentar, olhe no olho, pergunte como vai ou como tem passado, bata um papo até que entrem no assunto principal, que o levou ao seu escritório de forma natural. Trate de saber qual é a profissão ou ocupação do cliente e faça uma pergunta a respeito do seu trabalho, comece a criar o estreitamento da relação desde o primeiro contato.

O consultor empresarial, Marcio Yoshinaga, que exerce coaching para advogados e escritórios jurídicos, descreve um erro comum na comunicação entre advogados e clientes numa valiosa entrevista ao nosso blog.

“Para o cliente, o binômio segurança-confiança é o mais importante e por isso não interessa ao advogado estabelecer uma relação fria”. E avalia com base em suas assessorias: “Percebe-se em muitos profissionais do Direito uma postura que acaba demonstrando, muitas vezes inconscientemente, desinteresse ou demasiada supremacia, seja através de um atendimento inicial muito objetivo e pragmático ou em uma falta de feedback sobre um processo em andamento”.

“Gere empatia! Seja para um advogado ou para qualquer profissional que dependa da aceitação do público em relação ao seu trabalho, é necessário entender que tão importante quanto ser bom tecnicamente, é também ser bom em relacionamentos. Empatia, neste contexto, é sintonia e sincronia, mostrar interesse não só no discurso e fala, mas também através do comportamento; interesse pela “pessoa” antes de ser pelo “cliente”, pois nós, seres humanos, temos a tendência natural de aceitarmos e acolhermos acima de tudo, aqueles com quem primeiro nos identificamos e nos simpatizamos. Para que alguém ‘compre’ algo de você, primeiro precisar confiar e gostar de você.”

Finaliza com uma lição prática, dizendo “afirmações como ‘eu entendo’, ‘eu compreendo’, acompanhados com um balançar de cabeça “positivo” contribuem muito para o aumento da empatia. E lembre-se de bem antes de desenfrear a falar sobre um assunto burocrático em uma ligação de andamento processual para o cliente, é sempre importante lembrar que está fazendo contato com um ser humano e demonstrar generosidade, primeiro perguntando como ele está!”.

Sucesso, doutores!

Leia Mais

moveis para escritorio 1

5 Valores relacionados a aparência de escritório de advocacia

Já pensou na aparência de escritório de advocacia? As grandes bancas geralmente ficam num edifício, têm um lindo hall para recepcionar os clientes e a sala de reuniões é um luuuxo! Certo?

Nem sempre. Há escritórios de advocacia já bastante confiantes com sua carteira de clientes que se esquecem de alguns detalhes que consideram pequenos diante do volume e da importância do trabalho.

Mas com o passar dos anos, sem perceber, tudo vai ficando velho, feio e…ultrapassado. Inclusive, contratar naquele escritório, que aos poucos vai perdendo valores.

Acreditem, já passei por muitos escritórios de advocacia, pertenci ao quadro de grandes bancas, e garanto que os clientes podem desistir de contratar um serviço prestado num ambiente hostil, sujo, desorganizado, com sofá de couro lindo, mas rasgado, e uma vassoura meio escondida meio aparecendo em algum canto do ambiente.

No início de minha jornada profissional aqui na capital de São Paulo, trabalhei para um escritório com grande volume de processos, muito famoso na área de sua especialidade. No entanto, cansei de ver vários clientes dando meia volta ao entrar naquele ambiente, no mínimo, esquisito e confuso. Explico: o dono era religioso e por todos os ambientes do escritório espalhava imagens de santos católicos e também de umbanda, e por absolutamente todas as mesas era ordenado que se espalhassem diversos livrinhos de mantras, além de músicas de umbanda tocadas em todos os ambientes. Os muitos processos vindos de cargas do fórum que ficavam espalhados pelas mesas denunciavam, no mínimo, a falta gravíssima de cuidar dos autos que estavam sob sua responsabilidade e ao mesmo tempo à disposição de qualquer cliente que adentrava para uma reunião ou consulta. 

Já presenciei clientes saindo depressa e exclamando alto enquanto repetia várias vezes o sinal da cruz: “Credo! Acabei de sair do inferno! Este lugar não é bom! Estou tremendo de susto!”.

Então, quais valores deve transmitir a aparência do escritório de advocacia?

1. Confiança. Deixar muitos autos de processos espalhados pelas mesas não dá impressão de que o escritório é autoridade no assunto, mas impressiona, sim, pela desorganização e pouco cuidado com o sigilo, pois qualquer estranho que se aproximar da mesa poderá identificar as pessoas na capa dos autos. Isso não é transmitir confiança.

Como fazer: livre-se do excesso de coisas e móveis. Utilize pastas, porta-clipes, mantenha sempre canetas/lápis e papéis ou blocos de anotação. Evite manter lanchinhos, porta-retratos da família inteira, garrafa de água e pequenos objetos desnecessários na mesa.

2. Sobriedade. Moderação e equilíbrio irão transmitir ao cliente a serenidade que é necessária a todo advogado na hora de temperar o caso que ele (o cliente) levará ao conhecimento daquele profissional e que este saberá emitir o parecer mais acertado.

Como fazer: use móveis em bom estado de conservação, com cores amadeiradas, tinta de parede em tons claros ou pastéis. Evite cores contrastantes de variados tons; tente manter uma uniformidade nas cores padrões do mobiliário.

3. Modernidade. Consegue imaginar-se sendo convidado para tomar um café no intervalo de uma reunião e na hora de adoçar, a colherzinha para mexer o açúcar está envolta a uma pedra de açúcar grudado de tanto que já foi utilizada? Ultrapassado, né? E chegando numa empresa de tecnologia se depara com os computadores antigos (enormes caixas beges encardidas)? Todo mundo repara… Então, dê atenção a alguns detalhes que demonstrem sua capacidade de renovação, pois isso reflete na imagem de profissional com conteúdo atualizado também.

Como fazer: pra quem não se encontra ainda em condições de contratar profissionais para decorar o ambiente ou comprar objetos de decoração que deem ares atuais, considere demonstrar atualidade e modernidade com um quadro mais moderno, um móvel com algum detalhe diferente. Se a sua sala de atendimento for alugada especialmente para atender seu cliente, procure uma locação adequada que seja moderna e com móveis em bom estado. Troque o computador por tela plana ou por um notebook, um cantinho reservado para o café que tenha uma garrafa e xícaras novas e modernas. Enfim, existem muitos detalhes que fazem a diferença neste quesito e que não custam caro. P.S.: recomenda-se não usar adesivos em paredes.

4. Força. No contexto do nosso tema, força significa ter capacidade de assumir e cumprir um compromisso assumido. Traduz também a ideia de poder, energia para enfrentar uma determinada missão com assertividade.

Como fazer: as cadeiras dos advogados podem ser diferentes das demais cadeiras do escritório, mais pomposas, do tipo presidente/diretor, pois isso imprime autoridade. As pessoas tendem a sentir segurança diante de alguém com presença forte, marcante.

5. Sensibilidade. Mostrar sensibilidade, neste caso, significa dizer que os profissionais estão atentos aos detalhes mais importantes.

Como fazer: mantenha uma sala de reunião para atendimento privativo aos clientes porque isso demonstra o quão atento o advogado está com relação ao sigilo do caso, evitando que outros participem dos detalhes que só interessam às partes envolvidas na causa.

A profissional de design e marketing, Marilise Rossetti, comenta a respeito da sala de atendimento e reuniões para espaços pequenos: “Opte por móveis que sejam multifuncionais. Espaços pequenos demandam por um layout inteligente. Não esqueça das áreas de circulação, é preciso que tanto clientes como funcionários possam se deslocar de forma fácil durante o fluxo de trabalho ”.

Sucesso e prosperidade a todos os doutores!

A foto pertence a @lojasrsdesign

Leia Mais

tjsp

17 dicas para advogar em São Paulo na área cível

Advogar não é tarefa fácil, menos ainda, num Estado como São Paulo e numa cidade como a Capital. Por isso, vou ajudá-los com algumas dicas especiais. Confira!

17 DICAS PARA ADVOGAR EM SÃO PAULO NA ÁREA CÍVEL:

1 – O Estado de São Paulo é o único que recolhe custas para cada juntada de procuração/substabelecimento, a chamada taxa de Mandato Judicial, em cada processo.

2 – As cartas precatórias da Capital são centralizadas no Fórum Hely Lopes Meirelles (Fazenda Pública), as das demais comarcas são distribuídas no próprio fórum local.

3 – A cidade é dividida em 12 foros regionais, com competência baseada no endereço do das partes.

4 – Alguns Foros Regionais são descentralizados. Como por exemplo: Santo Amaro.

A região de Santo Amaro possui as Varas do Juizado Especial Cível espalhadas pela região, sendo o centro do JEC no próprio fórum, mas este possui anexos em universidades da região, portanto é preciso ficar atento ao endereço, especialmente em caso de audiências.

Além disso, a partir de 03/08/2015 o Fórum de Santo Amaro foi dividido: no prédio da Av. Adolfo Pinheiro ficaram as varas criminais, infância e juventude, Parelheiros e JEC. Já no prédio da Avenida Nações Unidas ficam as Varas de Família e Cíveis e o setor de conciliação.

Detalhe: os dois prédios são distantes cerca de 7km um do outro.

5 – É possível enviar petição para qualquer comarca do Estado através do protocolo integrado, o que é gratuito, salvo agravos e petições iniciais que devem ser distribuídas, bem como petições de protocolo exclusivo direto em cartório.

6 – As intimações são disponibilizadas no Diário da Justiça Eletrônico em um dia, e somente consideradas publicadas no dia útil seguinte, para fins de contagem de prazo.

7 – Conforme informação do site do TJSP, o Google Chrome não deve ser usado para realizar pesquisas ou protocolo no sistema E-SAJ porque não é mais totalmente compatível, devendo ser usado o Internet Explorer ou o Firefox.

8 – É necessário certificação digital para protocolar peças nos processos digitais.

9 – Nos processos físicos é necessário acrescer um código de barras na petição.

10 – Muitas custas processuais são corrigidas conforme valor da UFESP.

11 – Diligências de oficial de justiça têm valores diferentes na capital e no interior.

12 – Algumas varas do Juizado Especial contabilizam o prazo para contestação a partir da data do recebimento da citação, e não da juntada do mandado, com base no Enunciado nº 13 do FONAJE.

13 – Petições com até 10 páginas tendem a ser apreciadas mais rapidamente em razão da adesão ao projeto “Petição 10, Sentença 10”, além de ser “ecologicamente correta”.

14 – Qualquer advogado cadastrado no sistema E-SAJ, após logar no sistema pode baixar a cópia integral do processo, salvo nos casos que exija senha. Em regra, a senha vem na autenticação na lateral das peças de citação, caso contrário, apenas são fornecidas pelo cartório.

15 – Alguns magistrados de Juizados Especiais, tanto da capital quanto das cidades do interior do Estado, mandam aferir a deserção do Recurso Inominado com base no horário do protocolo de juntada das custas de preparo, que devem ser contados em 48 horas a partir da interposição do recurso, obedecendo a lei 9.099/95 e o Enunciado 80 do FONAJE; outros juízes, não; então NÃO CONFIE NA SORTE!

Apenas lembrando que este prazo é contado hora-a-hora no país todo, assim, se encerrar num final de semana, deve ser protocolado o comprovante de custas na PRIMEIRA HORA do 1º dia útil seguinte.

16 – A lei dos juizados autoriza a isenção de custas em 1º grau, que devem ser recolhidas em caso de recurso. Assim, em São Paulo, não basta recolher as custas iniciais e o preparo, tem que recolher também a taxa de mandato, sob risco de deserção.

17 – Despachar recurso em 2º grau é um trabalho de detetive: há se se saber qual o nome do Magistrado, a Câmara em que se encontra,  a localização do prédio da Câmara (existem vários prédios espalhados pelo centro, pois o Palácio da Justiça não comporta todas as Câmaras).

Também é importante frisar que somente se deve despachar questões urgentes, e é IMPRESCINDÍVEL ter conhecimento dos autos para responder eventuais perguntas de forma OBJETIVA e sem rodeios (guarde a sustentação oral para a sessão de julgamento), e ter as principais peças dos autos em mãos.

Por questão de organização, pode ser solicitado ao adiantamento do assunto na recepção do Tribunal, sendo conveniente agendar a visita (caso contrário poderá aguardar um bom tempo), e aguardar a chamada antes de adentrar o gabinete.

Assim como os demais Estados, São Paulo possui suas particularidades referentes ao exercício da advocacia. Por isso, recomenda-se aos advogados de outras Unidades Federativas que consultem um profissional local, para melhor prestação de serviço ao seu cliente, evitando perdas de prazos, erros de protocolo, emissão de guias etc.

Bom trabalho para todos!

*Texto originalmente publicado em http://erikataucci.blogspot.com.br

Leia Mais